Archive for the Uncategorized Category

The end is near

Posted in Uncategorized on dezembro 23, 2010 by capitaobacardi

Não é só fim de ano, é fim de década (talvez fim de mundo?). E cabe esse balanço (pessoal, subjetivo etc.) para refletir… e rever e reverter e refazer…

“Musique non stop” (na ordem de audição):

1) Late night boogie – Hot Toddy

 

 

 

 

 

2) Milky ways – Hot Toddy

 

 

 

 

 

3) Contra – Vampire weekend

 

 

 

 

 

4) Transference – Spoon

 

 

 

 

 

5) Real life is no cool – Lindstrom + Cristabelle

 

 

 

 

 

6) Teen dream – Beach house

 

 

 

 

 

7) IRM – Charlotte Gainsbourg

 

 

 

 

 

8 – One life stand – Hot chip

 

 

 

 

 

9) Black noise – Pantha du Prince

 

 

 

 

 

10) Have one on me – Joanna Newsom

 

 

 

 

 

11) Plastic beach – Gorillaz

 

 

 

 

 

12) Stridulum II – Zola Jesus

 

 

 

 

 

13 ) I learned the hard way – Sharon Jones & the Dap-Kings

 

 

 

 

 

14) New Amerikah part 2 – The return of the ankh

 

 

 

 

 

15) Swim – Caribou

 

 

 

 

 

16) Clinging to a scheme – The radio depto.

 

 

 

 

 

17) Crystle castles (2010)

 

 

 

 

 

18) Forgiveness rock record – Broken social scene

 

 

 

 

 

19) Cosmogramma – Flying lotus

 

 

 

 

 

20) High violet – The national

 

 

 

 

 

21) This is happening – LCD soundsystem

 

 

 

 

 

22) The ArchAndroid – Janélle Monae

 

 

 

 

 

23) Body talk – Robyn

 

 

 

 

 

24) Before today – Ariel Pink’s haubted graffiti

 

 

 

 

 

24) Splazsh – Actress

 

 

 

 

 

25) Love remains – How to dress well

 

 

 

 

 

26) The suburbs – Arcade fire

 

 

 

 

 

27) Outside the box – Skream

 

 

 

 

 

28) See birds EP – Balam Acab

 

 

 

 

 

29) Black city – Matthew Dear

 

 

 

 

 

30) Grinderman 2 – Grinderman

 

 

 

 

 

31) My father will guide me – Swans

 

 

 

 

 

32) Everything in between – No age

 

 

 

 

 

33) Halcyon digest – Deerhunter

 

 

 

 

 

34) King night – Salem

 

 

 

 

 

35) Public strain – Women

 

 

 

 

 

36) My beautiful dark twisted fantasy – Kanye West

 

 

 

 

 

37) We can’t fly – Aeroplane

 

 

 

 

 

38) Onde mora o segredo – Arícia Mess

 

 

 

 

 

39) The crossing – Eumir Deodato

 

 

 

 

 

40) Do amor

 

 

 

 

 

41) Dear God, I hate myself – Xiu Xiu

 

 

 

 

 

42) From a forest near you – Tetine

 

 

 

 

 

43) Adobró/Diminuto – Carlinhos Brown

 

 

 

 

 

44) Some place simple – Martina Topley-Bird

 

 

 

 

 

45) James Blake

 

 

 

 

 

46) Mixed race – Tricky

 

 

 

 

 

47) Experience of malfunction – Chicken lips

 

 

 

 

 

48) The weapons of math destruction – Buffalo daughter

 

 

 

 

 

49) The son of Chico Dusty – Big Boi

 

 

 

 

 

50) Deus e o diabo no liquidificador – Cérebro eletrônico

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“Halloweened”

Posted in Uncategorized on outubro 29, 2010 by capitaobacardi

Seria uma nova geração “espontânea” do lado mais escuro da alma? Estes artistas já ganharam tags (witch house, drone rock, drag music etc.) por todos os blogs e sites, mas o que parece mesmo é música feita para zumbis da pista, às vezes melancólica, às vezes aterrorizante. Dá pra traçar ramificações, mas fica em aberto, afinal, amanhã as bruxas que fiquem à solta:

Deerhunter novo

Posted in Uncategorized on setembro 18, 2010 by capitaobacardi

Fui ali morrer um pouquinho e já volto:

Zola Jesus e seus precursores

Posted in Uncategorized on agosto 30, 2010 by capitaobacardi

Nunca tive e nem tenho nada contra artistas que fazem ecoar outros artistas. Pelo contrário, acho interessante quando, diante de um artista novo, tornam-se conhecidas ou imaginadas as referências, “influências” etc. Se elas são declaradas, melhor ainda. Acho que assim o artista se torna mais consciente de que ele muitas vezes abre as portas para que aqueles que desconhecem outros artistas se aproximem ou mesmo retornem, revejam, rearticulam suas próprias referências. Isso sem dúvida acontece quando ouvimos Zola Jesus. Nika Roza Danilova ou Zola Jesus parece retomar do limbo coisas como Siouxsie & The Banshees, Joy Division, Throbbing gristle e toda uma geração obscura como Esplendor geometrico e Chrome, mas com uma emcoionalidade, diríamos, pós-emo? Aqui ficam o certeiro “Clay bodies”,  o “hit” “Night” ao vivo.  Também um dos projetos, o Nika+Rory. Procurem, ouçam e redescubram. Estou amando com muita emoção e muito rímel.

Depressão hits parade

Posted in Uncategorized on agosto 9, 2010 by capitaobacardi

A vanguarda nunca morreu

Posted in Uncategorized on junho 23, 2010 by capitaobacardi

Por quanto se vendeu a ideia de que a provocação, a transgressão, o espírito de vanguarda teriam cedido a uma espécie de cansaço? Quando a compreensão desse espírito, sem dúvida cumprindo mais além do que o romantismo sequer imaginava, foi neutralizada com uma aceitação/comodidade que lhe transmite um tédio do pensamento?

Nem os gregos estão mortos.

Dois extremos que se afastam no tempo e se tocam no gesto:

Nem um pio

Posted in Uncategorized on abril 30, 2010 by capitaobacardi

Há pouco tempo, o Twitter ficou mais popular como o espaço em que a liberdade de expressão chegava aos limites da democratização da opinião, mas também da educação, porque a liberdade de expressão foi (e é) aos poucos confundida com comentários maldosos, discriminatórios, ofensas gratuitas. Será realmente que essa forma cada vez mais popular de comunicação é realmente libertária? Em um ensaio antigo de Roland Barthes – Máximas e Reflexões de La Rochefoucauld (Novos ensaios críticos) -, o crítico reflete sobre a produção das máximas, uma espécie de frase “de jato” que condensa um dito espirituoso, resumitivo, afiado sobre a condição humana, poderíamos mesmo considerar essas máximas como as tataravós das frases de efeito do twitter. Na análise, Barthes esclarece como a forma da máxima, na verdade, se estabelece dentro de uma estruturação bastante controlada, que nada tem a ver com uma liberdade. Mais importante: a estrutura da máxima produz uma frase-espetáculo, que produz prazer no espectador, um prazer muito próximo da contemplação.
O elogio da forma breve está por trás da prática dos twitteiros. Não é de se estranhar que o twitter comece a combinar pares que em nada são aleatórios: celebridades instantâneas e capacidade de produzir frases dinamitadoras, popularidade contabilizada (quantos followers você tem?) e crescimento de uma cultura de mercado, brevidade e comportamentos de indiferença, de intolerância.
É possível que a proclamada liberdade de expressão, o pensamento livre possam ser expressos nos 140 toques do twitter? Em nome do mercado, da rapidez, dos domiínios contemporâneos, a resposta é afirmativa. Mas o limite não é antes de tudo um fechamento imposto ao curso do pensamento, ao fluxo, à longa cadeia argumentativa e reflexiva que deveria dar espaço a que o outro interviesse, se sentisse convidado a participar da discussão? Será que os 140 toques não estão produzindo uma comunicação entre surdos? Uma típica informação de consumo rápido?
Ainda segundo Barthes, a estrutura da máxima é comparável ao fechamento do coração… O grande argumento dos que se fecham é o famoso “unfollow me”. Mas esse argumento não é solução, é, ainda, uma forma justificada de intolerância. Quando o coração se fecha ao outro, toda liberdade é capturada pela solidão do consumo e do espetáculo de si mesmo.